Maria Luciene
Gostaria de tornar público o que
está acontecendo com os ex-servidores Lei 100, que até a data de 31 de dezembro
de 2015 se encontravam sob licença médica para tratamento de saúde, muitos em
ajustamento funcional, impossibilitados de entrar em sala de aula. Esses
servidores foram automaticamente
desligados do sistema, porém, com um agravante: considerados inaptos para
retornarem ao trabalho no setor público do estado de Minas Gerais. Como o caso teve grande
repercussão, o Sr. Governador Fernando Pimentel criou um
decreto para amparar esses servidores até
o ano de 2018, visando à continuidade do tratamento e as garantias
trabalhistas. A princípio, a atitude foi justa
e confiável , apesar de os servidores que se encontram nessa situação,
passarem a ser rotulados, pelos próprios deputados que votaram favoráveis ao
projeto, de "adoecidos da Lei 100"! Ou seja;" vocês não servem
mais para nada"! Mesmo com
promulgação do decreto em 18 de maiol de 2016,ainda hoje há servidores
que não foram convocados para a perícia e continuam desempregados,
considerados inaptos,sem receberem os seus proventos há exatos
oito meses! Muitos dos que foram convocados, além de não serem avaliados
por
uma junta médica, estão tendo suas licenças negadas e colocados na rua
sem o
mínimo respeito! Sinto que não podemos nos calar diante de tamanha
barbárie!Por detrás dos
bastidores, o governo de Minas vende uma falsa imagem de que está sendo
cordial
ao amparar esses trabalhadores, ludibriando a sociedade, levando-a a
acreditar que
a situação está sob controle. Ledo engano!Servidores inseridos neste
lamentável contexto, afastados
para tratamento de saúde,uma vez convocados para perícia, sequer estão
tendo o respeito de serem
avaliados por uma junta médica com CRM de acordo com a especialidade a
ser
assistida pelo periciando.Aos que se encontram atualmente em ajustamento
funcional,
Vale ressaltar que, a decisão que
constatou o estado clínico do paciente foi tomada por uma junta médica e
a não concessão da continuidade do tratamento
ou a decisão se o servidor está ou não apto a retornar ao trabalho
jamais deverá ser delegada a um único perito, ainda
mais sem conhecimento da causa! Chega a ser constrangedor o paciente
estar
sendo atendido pelo perito e este, em
dado momento do atendimento, pedir licença, se ausentar da sala,
deixando o
paciente sozinho a aguardar pelo seu retorno e, ao retornar, se
justificar
dizendo que foi se informar sobre a procedência do seu parecer, alegando
estar diante de uma situação para a qual lhe falta entendimento de como
proceder
! E mesmo sem entendimento, ainda emite um parecer desfavorável ao
paciente,ignorando
o laudo e o CRM do médico que o assiste
em sua enfermidade. Contestado sobre a decisão orienta
o paciente a entrar com recurso, tendo
se deixado levar pelo que o outro falou em seu aconselhamento, sem que
este
estivesse ali, acompanhando todo o procedimento, olho no olho do
periciando!O próprio perito
que emitiu o parecer desfavorável orientando o paciente a entrar com
recurso!
O caso é gravíssimo e não podemos nos calar! A contundência do que
relato poderá ser constatada no seguinte caso: a
servidora , que era Lei 100 em seu segundo cargo e atualmente em
ajustamento funcional em seu
cargo primeiro cargo que é efetivo, foi desligada
do sistema em 31 de dezembro de 2015,
mesmo se encontrando afastada para tratamento de saúde. Na data de 28 de
junho
do corrente ano, seu nome foi publicado
no Diário Oficial e a perícia médica agendada para a data de ontem,
09/08/2016.
Enfrentado todo o constrangimento acima citado, após anos e anos
dedicando toda
uma vida à educação, tendo passado por todos os tipos de privações e
perdido a saúde dentro de uma sala de aula em
prol da formação cidadã dos seus
discentes, ontem lhe fora negada a
concessão da licença para tratamento de saúde que a assistia ate a data
de 31
de dezembro de 2015, faltando apenas dois meses para a sua
aposentadoria,
que se daria em
outubro de 2016! Como tem um cargo efetivo e está em
ajustamento funcional, essa servidora voltou
à condição de desligada do estado, e além de perder todos os seus
direitos
trabalhistas, está considerada, pelos
próprios peritos, inapta para voltar ao trabalho como professora
designada
nesse cargo onde a licença foi negada! E a sua aposentadoria? Como
fica?E o
respeito ao laudo do médico que a assiste em seu tratamento? O caso é
gravíssimo e não podemos nos calar! Esta é
uma situação, mas estou
acompanhando de perto muitas outras. Em repúdio a essa farsa política
resolvi
escrever este artigo e colocá-lo à disposição da imprensa que
demonstrar interesse em publicá-lo. É hora de denunciar a barbárie que
está
acontecendo com os servidores "adoecidos da Lei 100", como assim se referem os
deputados mineiros que votaram favorável ao projeto que os asseguraria até o
ano de 2019,salvo os casos que somente
poderão ser constatada a aptidão perante uma junta médica, o que não está
acontecendo.
