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sexta-feira, 10 de maio de 2013

MÃE...

Às mães ausentes


11/05/2013

Maria Luciene

Como escreveu Santo Agostinho em seu poema;
        A Morte Não É Nada

“... eu apenas estou do outro lado do caminho.

 Porque eu estaria fora de sua vida
 só porque estou longe de suas vistas?
Eu não morri.
“Eu apenas estou do outro lado do caminho...”


O intercâmbio espiritual estabelecido entre os seres compatíveis continua existindo mesmo após a despedida do corpo físico. Torna-se menos doloroso lidar com a ausência dos nossos entes queridos se acreditarmos que, quando Deus os chama, esses, de uma dimensão Superior, continuam ainda mais presentes em nossas vidas. Principalmente em se tratando desse ser tão sublime que responde pelo nome de MÃE. Mãe ama; mãe acolhe; mãe protege; mãe cuida... Não importa a dimensão em que se encontre... Nessa época, é natural aos que passaram pela augura dessa significativa perda material ficarem mais sensíveis e ainda assim necessitarem a todo instante ser lembrados pela mídia de que a simbólica data do “DIA das MÃES” se aproxima. Fomos educados para somar; nunca para dividir. A vida nunca nos ensinou a nos prepararmos para as perdas e tão pouco a lidarmos com elas. Contudo, é mister que também ganhamos com as perdas, mesmo com toda dor e sofrimento, as quais podem também ser vistas por esse somatório positivo uma vez que a dor nos molda e nos torna pessoas melhores levando-nos a compreender que o verdadeiro sentido da vida está na fé, na caridade e na humildade. A cada dia um novo episódio, uma nova família em prantos a invocar proteção divina buscando readquirir as forças e a alegria de viver para prosseguir a caminhada. A nossa dor não é única nem tampouco maior que a de tantos outros que vivem semelhante situação. Os que sofrem a dor da perda sentem o mundo desmoronar sobre suas cabeças. Por mais que busquem disfarçar, essa dor, por muito e muito tempo se faz companheira, fato mais do que natural e compreensivo à condição humana.  Confortando-nos e nos direcionando do Plano Espiritual, nossos entes queridos tendem a nos revelar, muitas vezes através de sonhos, pressentimentos ou até mesmo pela repentina sensação da sua presença, que o seu ciclo nesta gleba terrestre se encerrou, abrindo os braços em triunfo à verdadeira vida em plenitude, nos levando ao entendimento de que necessitamos direcionar nossas atenções a outros mecanismos até mesmo para que os deixemos descansar em paz. Atentos aos anseios da nossa alma, do alto da eternidade,estes, bons fluidos nos irradiam ao trabalharmos o desapego o que não significa total esquecimento. Pelo contrário; a essência de sua existência continua viva entre nós como um raio de luz a iluminar o nosso percurso e a nos ajudar a suportar, com maior lucidez, os reveses da caminhada livrando-nos das ciladas da humanidade.
Para a nossa própria evolução espiritual e a dos nossos entes queridos que se encontram do outro lado do caminho deixemo-los descansar em paz certos de que, se foram chamados antes de nós, é porque já cumpriram a sua missão cabendo-nos, tão somente, trabalhar a aceitação.

“Os nossos entes queridos nunca morrem. Apenas partem antes de nós."