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domingo, 21 de abril de 2019

Educação

Tema da obra: LC/100
Lançamento: 04 de maio
Horário: 09 às 12 Horas
Local: Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
Praça da Liberdade
Informações: 31 3269 1204
Contato: galeria.sub@cultura.mg.gov.br


Faz-se necessário o respeito a todos os servidores, ex-efetivados, independente de “adoecidos da Lei 100 “ ou não, os quais sofreram todos os tipos de discriminação dentro e fora do ambiente de trabalho, advindas, na maioria das vezes, de servidores concursados, que os julgaram incompetentes para passarem em concurso.  Esses insultos se estendiam até mesmo em sites  administrados por “inspetores educacionais”, que no discurso asseguravam  não tolerarem esse tipo de comportamento  e nada faziam para barrar tão mesquinhas atitudes. As brigas entre “profissionais da educação”, a maioria “professores”, eram corriqueiras, desrespeitosas, inescrupulosas e extremamente vergonhosas. Palavras de baixo nível advindas de quem, em sala de aula,  se enche de moral e censura o aluno por muito menos, sob o ponto de vista ético, sem contar as aberrações dos frequentes erros de português cometidos nos comentários, sendo o insulto o principal foco, e não o cuidado com o emprego correto das palavras. Situação muitíssimo vexatória. A impressão que se tinha era de que os administradores desses sites pareciam instigar o comportamento adversário e somente se manifestavam quando eram cobrados a tomarem atitude, ficando apenas no discurso virtual. A efetivação não ocorreu visando amparar os considerados “burros” por não passarem em concurso. Pelo contrário; muitos eram os concursados que aguardavam por suas nomeações e o então governador da época optou pela efetivação, cujo objetivo foi acertar as contas da Previdência com a União. Por várias vezes imaginei o constrangimento de  pais de alunos tendo acesso a esses sites. Analisando o  perfil de cada um desses “profissionais da educação”, que tanto desmereceram os servidores efetivados, me pergunto se a escola estaria preparada para recebê-los, e se esses “profissionais” estariam preparados para atuarem em escola.



Por desconhecerem a verdadeira realidade da escola pública, dadas as péssimas condições de trabalho, os baixos salários, o excesso de atividades extraclasse, a falta de limite dos alunos e omissão da maioria das famílias, é considerável o número de  servidores concursados que ocuparam as vagas deixadas pelos ex-efetivados e logo nos primeiros meses de atuação recorrem à exoneração.   O respeito mútuo, a disciplina, o conhecimento do conteúdo, a conduta ética, a didática pedagógica, o saber lidar com todo tipo de situação dentro e fora da sala de aula, esses são privilégios dos servidores mais antigos, que devem se orgulhar de ter vestido e continuarem vestindo a camisa em defesa da educação no Estado de Minas Gerais.

                                                       “Sem a curiosidade que me move,

                                                        que me inquieta,

                                                        que me insere na busca,

                                                        não aprendo nem ensino.”

      

                                                                 Paulo Freire