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quarta-feira, 16 de março de 2016

EDUCAÇÃO



 Caráter de urgência

Projeto de reajuste de professores chega a ALMG

Texto prevê reajuste de 11,36% nos vencimentos e abonos dos docentes e começa a tramitar nesta quinta-feira


Professores descartaram greve em assembleia

 PUBLICADO EM 16/03/16 - 19h36
Rafaela Mansur
Os professores estaduais pretendem começar, na tarde desta quina-feira (17), uma "vigília" em frente a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para acompanhar o início do trâmite do projeto de lei enviado na última terça-feira pelo governo do Estado. O texto reajusta o salário dos docentes em 11,36%, mesmo número anunciado no início do ano pelo governo federal, com pagamento retroativo a janeiro de 2016. A categoria, que havia considerado parar devido ao não cumprimento do acordo firmado em maio do ano passado, não considera mais, até o momento, entrar em greve.
O projeto, encaminhado aos deputados em caráter de urgência, já chegou à Casa e, ainda nesta quinta-feira, segue para análises pelas Comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Fiscalização Financeira e Orçamentária. "Nossa expectativa é que, tão logo o projeto seja votado nos dois turnos e sancionado pelo governador, o ajuste já seja implementado no próximo pagamento, assim como os valores retroativos", afirmou a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que o reajuste será aplicado no mês seguinte à aprovação do projeto de lei. No texto, assinado pelo governador Fernando Pimentel (PT), consta que o objetivo é garantir o pagamento do valor integral e atualizado do piso do magistério até 2018. Além dos vencimentos das carreiras, os abonos foram reajustados em 11,36%.

Assembleia. Os professores se reuniram nesta quarta-feira (16) em assembleia para votar a pauta de reivindicações deste ano, que inclui, por exemplo, o fim da política de parcelamento de salários dos servidores estaduais e a manutenção da gestão pública das escolas estaduais, sem a realização de parcerias público-privadas nem terceirização dos serviços. No encontro, foi decidida a manutenção da paralisação de quinta-feira, último dia previsto, e a realização de nova assembleia estadual no próximo dia 7, com paralisação das atividades.
De acordo a SEE, 538 das 3.654 escolas estaduais aderiram à paralisação nesta quarta, o que representa 14,72% do total, e outras 790 paralisaram parcialmente (21,62%). No total, 32.972 professores, 14,97% do total, não trabalharam.