Ter consciência, esta é a questão. Será que se tivéssemos consciência precisaríamos ter um dia nacional para comemorar tal data? Será que nossa sociedade é preparada para aceitar as pessoas como elas são, com seus costumes, crenças e valores? Zumbi, o último dos quilombos de Palmares morreu defendendo uma vida mais justa para todos os seus irmãos. Sua cabeça ficou exposta e se decompôs com o tempo, porém suas ideias permanecem vivas ao longo dos séculos levando-nos ao entendimento de que suas boas obras não se deterioraram com o tempo ; ao contrário; estão fortalecidas e recebem adeptos ao longo de toda uma história. Hoje, em pleno século XXI, necessitamos conviver com grupos ainda radicais que matam negros, prostitutas, homossexuais e indígenas. Cabe a cada um de nós uma ampla conscientização para que finalmente possamos enxergar de que lado estamos: se ao lado da barbárie ou daqueles que se respeitam, se toleram e entendem que os diferentes podem viver de forma agradável quando se aceitam uns aos outros, não pelo que se tem, mas pelo que se pode oferecer enquanto pessoa.
Heliomar A. F. de Aguiar – Educadora - BH


