Além da Eternidade...
Enfim,
eu sem você,
Você sem mim.
Estava escrito que deveria ser assim.
Pela cartilha divina
esta é a lei natural por que toda existência material termina.
Minha irmãzinha querida
Fora chamada à vida
No sexto dia da nossa novena.
mesmo com a saúde um tanto debilitada
Sua fé era ilimitada!
De ti advinha uma força,
Um otimismo,
Uma luz interior
Que a todos tranquilizava.
Tiveste uma vida plena,
Uma alma tranquila e serena,
Uma fé que não era pequena,
Um amor incondicional e sem igual
Um amor incondicional e sem igual
por mim,
Sua irmãzinha, Lena.
Órfãs em tenra idade
Unimo-nos pelo amor,
Pela dor e pela saudade.
Juntas descobrimos o hábito da solidariedade.
Compreendemos a importância de viver para
Servir,
Amar,
Perdoar,
E a todos com igualdade tratar.
Nutrida pela seiva do teu fervoroso amor
Minha alma dolorida
Um tanto fortalecida
Passou a enxergar a vida
Um pouco mais colorida
Com menos temor
E sem rancor.
Irmãs, amigas , confidentes,
jamais imaginaríamos vivermos ausentes...
Por tudo o que juntas vivemos
Sei que compreendes a ilimitada dor da saudade
E de onde estiveres,
Hás de continuar rogando ao Bom Deus
Pela minha felicidade.
Sei que as lágrimas incessantes
Muito atrapalharão tua evolução espiritual,
Contudo compreendes
A dor do meu amor filial.
Juras secretas fazíamos
Até mesmo pelo olhar;
Éramos duas em uma,
Uma em duas,
Conforme queiram acreditar;
E pelo infinito amor que
Uma à outra buscou dedicar
Sabemos que além da eternidade
Para sempre haveremos de nos amar.
Saudades eternas...
Maria Luciene - Lena
Maria de Fátima Alves de Oliveira
16/11/1949 - 23/02/2008
Ai, como necessitava do teu ombro amigo aqui comigo hoje, neste 23 de fevereiro de 2013...
Acredito que, se não houvesses partido, o curso por mim percorrido teria sido bem diferente.
Terei forças para resistir por mais cinco anos???
Somente Deus o sabe.
Cinco anos depois...
Somente Deus o sabe.
Cinco anos depois...
Minha tristeza continua a mesma.
Minha fé, mais acentuada.
Minha sensibilidade, mais aflorada.
Meu gênio forte, mais austero...
E entre idas e vindas,
Cada vez mais incompreendida,
Vou seguindo a trajetória da minha vida...
(Maria Luciene)
