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quarta-feira, 28 de maio de 2014

EDUCAÇÃO



 28/05/2014

  REINVENTANDO O ENSINO MÉDIO

(Isabella Neiva Gaspardini Silva)

Em se tratando do novo projeto implementado no estado de Minas Gerais “Reinventando o Ensino Médio”, questiono os seguintes tópicos em nome dos alunos inseridos nesse contexto: Vetado em outros estados brasileiros e adotado primeiramente como projeto experimental pelo governo mineiro, expandido neste ano de 2014 a todas as turmas de primeiro ano do ensino médio, não peço o fim do mesmo e sim um posicionamento mais convencional de como nós, alunos, possamos, no futuro, usufruir dessa nova modalidade de ensino. O projeto, com a carga horária diferenciada, obrigada professores e alunos a permanecerem por mais tempo na escola para que sejam cumpridos, todos os dias, o sexto horário. O Reinventando o Ensino Médio não exige professores qualificados, formados e experientes na área, não reprova e também não exige exame de proficiência técnica, como não garante certificado ou diploma.  Esse deveria ser opcional e não obrigatório, pois o aluno de escola regular sente falta de exames periódicos que avaliem seus conhecimentos. Outros fatores colocam em xeque a credibilidade  da   iniciativa sendo que faltam recursos para complemento e enriquecimento das aulas teorias e em algumas escolas é notória a precariedade dos laboratórios de informática para que sejam ministradas  aulas de tecnologia da Informação, ficando essas tão somente na falácia. Vale ressaltar que a merenda deveria ser mais reforçada, uma vez que a extensão da carga horária compromete tanto o tempo dos professores que ministram aulas em outras escolas, quanto dos alunos que trabalham ou participam do projeto “Jovem Aprendiz”, sem sequer ser respeitado o seu horário de almoço.  Por melhor que tenha sido a iniciativa da implementação do Reinventando o Ensino Médio, o ideal seria uma completa análise para verificação das estruturas e condições das escolas visando, de fato, a melhoria da qualidade do ensino. É fundamental frisar que outras iniciativas governamentais voltadas para a educação resultaram na exclusão do aluno ao ser inserido no mercado de trabalho, sendo que algumas empresas, ao divulgarem vagas, excluíam, no ato da divulgação, candidatos inseridos em projeto como “A Caminho da Cidadania” e outros. O gasto financeiro com determinadas iniciativas seria melhor investido na qualificação profissional do professor e construção de mais unidades de ensino visando a uma melhor distribuição de alunos por turma, pois se o espaço físico das salas de aula comporta de 30 a 35 alunos, a realidade que se vê, nas escolas estaduais mineiras, é de salas de aula superlotadas ultrapassando 40 alunos. Nossas escolas necessitam de boa estrutura e profissionais satisfeitos com o ofício de ensinar. É assim que vamos mudar a educação em nosso país.
Isabela N.G.Silva – aluna  do Reinventando o Ensino Médio