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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Atitudes São Ações
Atitudes são ações que nós devemos ter perante à vida e às pessoas.
Há situações que não podem ser modificadas e há uma causa maior para isso.
Porém há outras situações em que nossas atitudes
são fundamentais e muito importantes.
Não devemos nos omitir diante da vida e de seus acontecimentos.
É necessário que estejamos equilibrados e preparados
para tomarmos as atitudes certas na hora que for necessário.
Viver envolve muitos riscos, muitos erros e acertos
e nossas atitudes é que vão fazer a diferença.
O mais importante, porém, não é acertar ou errar,
mas sim o aprendizado que se tira de tudo o que vivenciamos.
Tenhamos consciência tranquila e em paz,
pois cada um dá o que tem e estará em um caminho de luz.
Errar faz parte, acertar também. A cada dia estão se
capacitando mais e mais na escola do Pai.
Lembrem-se:  O mais importante de tudo não é acertar sempre
mas sim amar sempre ! Mesmo que nos  enganemos algumas vezes,
 o amor nos proporcionará o  equilíbrio de que necessitamos para
nortear as situações delicadas.
Não temam e nem se cobrem demais, simplesmente trabalhem com muito amor,
confiem em Deus e em Jesus e sigam em frente sempre!
Não estacionem jamais!!! Tenham atitudes!!!
http://www.gotasdepaz.com.br/

EDUCAÇÃO

    27/10/2009

PROFESSOR NOTA 100
Maria Luciene
Foto: Dulcinéa Said Callil

A publicação deste texto no jornal Hoje em Dia, em outubro de 2010, foi a forma que encontrei de homenagear a professora Dulcinea Said calil Pires, pelo Dia do Professor, por um motivo muitíssimo especial: na sexta-feira antecedente à semana do professor , conversávamos na sala dos professores sobre o desenvolvimento de projetos educacionais voltados para a formação da cidadania. Foi quando a professora me participou , um tanto emocionada, o resultado positivo de um dos seus projetos que foi levar os alunos do ensino fundamental à visitação a um presídio da grande BH. Surpresa diante da ousadia da sua iniciativa, quando percebi, já havia lançado a pergunta:

-Você teve coragem de fazer isso???

A resposta veio de imediato:

- Os presos não representam perigo algum...

-Interrompi-a:

- Não foi isso que eu quis dizer...É que me dói muito saber que enquanto seres humanos, uns têm direito à liberdade e outros são condenados a viver detrás das grades...

Diante da minha aparente sensibilidade e por que não dizer, de um certo desapontamento por acreditar ter sido mal interpretada ,gentilmente a professora Dulcinéa concluiu:

-Você já se perguntou por que está aqui hoje, nesta condição que você está? Será que não lutou para ter um futuro melhor? Pois é isso que eu quero mostrar aos meus alunos. A vida nos oferece dois caminhos e às vezes é necessário que estejamos de frente para a realidade, mesmo que esta seja árdua, para melhor decidir qual caminho escolher.

Continuou:

- Na ala feminina, fomos até os berçários e conscientizei todos os alunos sobre o porquê de aquelas criancinhas não estarem junto às suas mães, exceto na hora da amamentação.

A conversa rendeu por mais alguns instantes. Naquele finalzinho de tarde, após nos despedirmos, retornei para casa ainda muito presa àquela lição cidadã, que a minha fragilidade emocional não me permite aderir, pelo menos até o presente momento. À noite, assistindo a um telejornal , surpreendi-me com a matéria sobre a prisão de um assaltante, no centro de Belo Horizonte. Estremeci. Aquele jovem, aparentando menos de vinte anos,bem arrumadinho e um ar de gente pacata e reservada, havia sido meu aluno há alguns anos, no início da adolescência...

Jornal Hoje em Dia - 27/10/2009








domingo, 29 de agosto de 2010

PENSAMENTO DO DIA

"A  receita da vida será sempre melhorarmo-nos
através da melhora que venhamos a realizar na
vida do outro.
(Chico Xavier)

EDUCAÇÃO

15/10/ 2009

REPENSANDO O PAPEL DA ESCOLA DO SÉCULO XXI

(Horácio Vaz)

Escola, espaço de convivência, de socialização, de curtição, de zoação...
Menos de educação!
Será culpa dos profissionais da área?
Será culpa da família?
Será culpa dos governantes?
Será culpa dos alunos, essa falta de educação social?
É bem provável que todos nós tenhamos uma parcela de culpa nessa história. Os profissionais da educação, desestimulados, cansados, estressados por falta de materialidade, salário digno e interesse por parte dos alunos... Pais necessitando trabalhar o dia inteiro se privando do convívio familiar...Filhos, por sua vez, a mercê de parentes, quando não, sozinhos em casa ou em instituições de acolhida ou até mesmo soltos nas ruas! E assim, as famílias cada vez mais e mais ausentes, jogando a responsabilidade da educação dos filhos para essa instituição também tão falida, tão cansada, tão desacreditada e tão desmotivada que ainda responde pelo nome de ESCOLA!

A sociedade se pergunta onde estará aquela família, antes tão presente, na maioria das vezes, de pouca ou nenhuma cultura, família essa, tão criticada por seus conceitos conservadores, mas que tinha autonomia na educação dos filhos, fazendo-os acreditar na importância do papel da escola rumo às suas realizações futuras, e ainda: dentre os valores repassados aos filhos, o professor era autoridade máxima em sala de aula, merecedor de todo o respeito, mesmo que não fosse merecedor de nenhum apreço por parte dos educandos. E a escola da época, apesar de não ser considerada espaço de convivência com a mesma intensidade com que se defende hoje, e sim, lugar de buscar aprendizado e ascensão social, a convivência existia de maneira respeitosa, intensa, saudável e cheia de boas recordações. Paralelo a esse gostar de estar na escola caminhava o aprendizado resultando nos excelentes profissionais que eram lançados no mercado de trabalho independentemente de ter se formado em rede pública ou privada!

Qual a atual realidade que se vê quase todos os dias nos principais noticiários veiculados na imprensa? Por falta de profissionais qualificados, sobram vagas nas agências empregadoras, e ainda é grande o índice de desemprego no país apesar de toda facilidade com que o cidadão hoje tem acesso à “educação”, ao seja; ao diploma!

Não nos esqueçamos de que a sociedade somos todos nós. Faz-se necessário uma ampla reflexão conjunta sobre os valores sociais humanitários do século XXI. Famílias, educadores, governantes...Todos estamos inseridos nesse contexto transformador, formador primeiramente de princípios básicos de educação, e sucessivamente de opinião.

Podemos ser coniventes com os nossos governantes que só enxergam despesas com a educação, que dão dinheiro para tudo e todos, exigindo a permanência do aluno dentro da escola, praticamente pagando a esse cidadão para estudar e se omitindo de investir na valorização profissional do educador, atribuindo-lhe ainda a culpa pelo fracasso de muitas das suas estratégias político-educacionais? É justo a sociedade ser manipulada por marqueteiros políticos que se escondem por detrás de uma cortina de fumaça, investindo o dinheiro público em propagandas inverídicas, dando a entender que a educação no país vai muito bem, exercendo assim o mirabolante poder de jogar a opinião pública contra a escola? Será que o país sobreviveria sem essa cortina de fumaça que garante o investimento de bancos estrangeiros na educação brasileira?O mais constrangedor para os educadores é a falsa imagem que é repassada lá fora de que somos o país dos grandes investimentos na igualdade social pela educação!

Como garantir a qualidade de educação há tantos desses alunos que não têm referência familiar, que se sentem marginalizados, oprimidos, carentes, incompreendidos sem perspectiva de vida, que se apóiam nessa instituição tão desprovida de muitos desses valores, assim como eles?

Como garantir a qualidade de educação ao aluno que só está na escola para a família não perder os benefícios concedidos pelo governo federal, o qual, em muitos casos, cobra da própria instituição um alto preço por estar ali, contra a sua vontade, apenas para garantir o sustento da família, aproveitando o tempo que deveria ser consumido com o aprendizado para agredir colegas, ameaçar professores, desestruturar o ambiente, certo de que estará isento a qualquer tipo de punição, uma vez amparado pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)?

Pensando bem, o papel da escola mudou. Deixou de educar para simplesmente disciplinar! E assim, a humanidade segue seu curso, no país do faz de contas, iludida, iludindo, construindo muralhas e se apoiando em sua própria construção denominada CASTELO DAS ILUSÕES!

“Essa reflexão é um grito de alerta à sociedade e aos nossos dirigentes políticos, visto que somos educadores e queiramos ou não, somos os principais responsáveis pelo futuro da nossa nação e jamais seremos coniventes com essa situação”.
JORNAL HOJE EM DIA – 15/10/0

( Professor Horácio Vaz – das redes estadual e municipal de ensino - Belo Horizonte e Contagem – MG  - extraído do livro Resgatando os Valores da Escola Pública -  Maria Luciene - págs.85-86)









sábado, 28 de agosto de 2010

LEVE SEU FILHO PARA A COZINHA

Cozinhar com as crianças estimula convívio, ensina a compartilhar e diversifica o paladar infantil

Camila de Lira, iG São Paulo
28/08/2010 09:44

Paladar infantil pode ser estimulado

A cozinha não é um ambiente bem visto por mães quando se trata do bem estar de seus filhos. Mesmo assim, é inegável o seu poder transformador nas crianças. Por isso, é uma pergunta que vale a pena ser feita: será que não é bom para seu filho se arriscar na cozinha?

De acordo com as chefs Ana Carolina Rosa, Camilla Donato e Gabriella Carioba, a resposta é sim. As três ministram cursos de culinária para crianças entre 6 e 14 anos, e concordam em dizer que a culinária traz benefícios tanto para os pequenos quanto para seus pais. “É mais fácil a criança passar hábitos saudáveis de alimentação para o adulto que o contrário”, diz Camilla, que dá cursos de férias no Ateliê Gourmand em São Paulo.

Ana Carolina Rosa, responsável pelos cursos infantis da Accademia Gastronômica, diz que, apesar destes cursos serem importantes, é a prática em casa que atiça a curiosidade da criança para a culinária. “Fiz meu primeiro arroz quando tinha quatro anos. Meu bisavô fez um banquinho para eu ficar na cozinha com minha avó e minha mãe. Tenho o banquinho até hoje”, lembra Ana Carolina.

A pedagoga e chef Gabriella Carioba, que dá aulas semanais de culinária para crianças no espaço A Nossa cozinha, se lembra de quando ajudava sua avó a assar biscoitos e de como se sentia feliz em poder ajudá-la. “Toda a minha construção de aulas de culinária foi em cima das minhas primeiras experiências de vida”, completa.

“Crianças são curiosas, de forma geral. Só depende da forma que o adulto aborda o tema”, diz Ana Carolina. Ela afirma que a melhor maneira de mostrar o ato de cozinhar para a criança é de forma lúdica, e com materiais que brinquem com os sentidos dos pequenos. “É importante lembrar que você está trabalhando com os sentidos da criança, não pode apenas explicar os procedimentos”, diz Gabriella.
Foto: Divulgação
A chef Ana Carolina em curso para crianças: “Fiz meu primeiro arroz quando tinha quatro anos"
Gabriella sugere que os pais chamem a criança para cozinhar alguma coisa de que elas já gostem muito, mas propondo um preparo alternativo. “Se seu filho gosta de macarrão, pode-se comprar macarrão colorido, ou fazer uma salada de macarrão”, exemplifica a chef. Dessa forma, segundo Gabriella, a criança é estimulada a “abrir” seu paladar.

Segundo Camilla Donato, o paladar se treina. Por isso é importante deixar o máximo de possibilidades abertas para as crianças, criando oportunidades para que elas experimentem de tudo. Outra ação importante é questionar a criança sobre o porque dela não ter gostado de algum alimento. “É bom perguntar para ela se o alimento é azedo ou amargo quando ela diz não ter gostado”, aconselha.
Tanto Gabriella quanto Ana Carolina explicam que os pequenos podem participar de todos os processos: de picar os alimentos até colocá-los no forno. Elas afirmam que esta participação aguça os sentidos, e incentiva a criança a comer o que acabou de cozinhar.

Mas e a proteção? “Ter sempre um adulto por perto é fundamental”, diz Gabriella. Camilla recomenda o uso de facas com ponta arredondada e atenta para o cuidado que se deve ter com a porta do forno. Com isto garantido, já para a cozinha.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

REFLEXÃO


Ser ou Ter
Nossa correria diária não nos deixa parar
para perceber se o que temos já não é
o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER:
ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo...
Os anos vão passando ; quando nos damos
conta percebemos que nos esquecemos do mais importante
que é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser Feliz não é preciso
Ter, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrás
do Ter e começar a correr atrás do SER:
Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Quando SOMOS, ficamos muito mais Felizes do que quando TEMOS.
O SER leva uma vida para  conseguir e
o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde com
o tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmo
que dure por muito tempo, pode não trazer
a Felicidade... E é aí que vem o vazio na vida ...
Por isso, tente sempre SER e não Ter.
Assim você sentirá uma Felicidade sem preço!
Deixe de cobrar o que fez e o que não fez nos últimos anos e
 tente o mais importante:
SER FELIZ
www.gotasdepaz.com.br

AMIZADE NO AMBIENTE DE TRABALHO

MISTURAR AMIZADE E TRABALHO PODE SER UM RISCO


Objetividade e clareza no diálogo são fundamentais

Maria Carolina Nomura, iG São Paulo
18/08/2010 05:45

Não é nenhuma novidade que um ambiente de trabalho amigável torna as tarefas mais fáceis de serem cumpridas, além de estimular a colaboração entre os colegas. Um estudo publicado em julho pela revista americana PLos Medicine afirmou que o isolamento social é ruim para a saúde e que a falta de amigos pode ser um fator de risco para a carreira.

A pesquisa divulgou ainda que pessoas com poucos relacionamentos sociais morrem mais cedo do que a média do que aqueles com mais contatos. "É muito importante estabelecer vínculos com a equipe. A hierarquia sempre vai existir, mas em um local onde o chefe é bem relacionado com equipe tende-se a produzir de modo mais eficaz", comenta a psicóloga Stefânia Giannoni, especialista em liderança e consultora de recursos humanos.

Por isso, muitas empresas apostam em treinamentos externos para entrosar a equipe, como os “team building” (treinamentos ao ar livre que estimulam a comunicação entre os profissionais), além de aulas como mergulho, culinária ou até mesmo caminhadas.

“Em outro ambiente, que não o da empresa, é possível o profissional enxergar a pessoa que existe por trás daquele outro funcionário que senta a seu lado e estabelecer com ele outra relação. Em uma conversa, ele pode entender por que o colega é sisudo ou faz caras feias. O que não significa que seja má pessoa”, afirma Juliana Melo, psicóloga organizacional.

Lado negro

Mas trabalhar com amigos também pode ter um lado sombrio que, se não tratado com objetividade e clareza, poderá minar a relação de afeto existente, alerta Juliana. “Isso acontece especialmente quando um é hierarquicamente superior ao outro. Em casos de amigos que começam a trabalhar juntos, é imprescindível uma conversa para separar o pessoal do profissional”, comenta.

A executiva K.Y, de 32 anos, que preferiu não se identificar, conta que a falta de clareza na comunicação foi decisiva para perder uma amizade de 15 anos. “Ela comentou que estava desempregada e, apesar de saber que ela não era a melhor das profissionais, não falava inglês fluente, sempre foi mal na faculdade, eu a contratei para trabalhar comigo. Além de achar que era mais do que os outros porque era minha amiga pessoal, ela delegava suas tarefas. Eu tive de demiti-la. Ela ficou bem ofendida e nunca mais falou comigo”, conta.

Para Juliana Melo, a executiva cometeu dois erros graves: primeiro, contratou uma pessoa cujas capacidades estavam aquém do cargo e, segundo, não soube estabelecer os limites da amizade.

“Ela deveria ter conversado com essa amiga e, se já sabia de seu temperamento, não deveria tê-la contratado”, afirma. “Nesse caso, vale o ditado popular muito sábio: amigos, amigos, negócios à parte.”

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO

Como conciliar liberdade com responsabilidade

23/08/2010

A liberdade na escola tende a conciliar responsabilidade e autoridade. Os educandos necessitam orientação para a construção coletiva e democrática de um clima real de disciplina capaz de possibilitar condições de ações positivas sem tolhimento da liberdade.

O respeito é fundamental para a vivência coletiva e não implica em serciamento da liberdade individual. A escola deve preservar a vivência do espaço democrático e construir coletivamente as regras disciplinares para que seja garantida uma vivência saudável e produtiva.

O processo de discussão coletiva se faz necessário à medida que cria, em cada etapa da construção, a responsabilidade de observância.

A hiearquia constituída na escola deve garantir e defender a democracia e a disciplina ; essenciais quesitos para uma convivência saudável e produtiva do ponto de vista da aprendizagem

( Iara Miranda - Professora universitária e também professora de História da Escola Estadual Três Poderes – Belo Horizonte- MG. Publicação: Jornal Hoje Em Dia 23/08/2020)





quarta-feira, 25 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO

22/08/2010
Valorizar ou humilhar?

(Maria Luciene)

Valorizar é tratar a todos do grupo com equidade, seja na convivência familiar ou na convivência com os alunos, no ambiente de trabalho... Mesmo que não sejamos seres iguais, as disparidades nos laços afetivos refletem diretamente no nosso emocional por mais que o nosso orgulho nos leve a esquivar e procurar provar o contrário. Pais nunca devem ressaltar as qualidades de um filho menosprezando o outro acreditando ser essa a didática correta para o seu crescimento pessoal. Esse tipo de comportamento , muito comum na maioria das famílias , fará com que aquele filho que não é considerado tão talentoso ou tão amoroso quanto o outro, sem que os pais percebam, vai se fechando cada vez mais dentro do seu próprio mundo, se julgando tão incapaz e tão rejeitado que as consequências das experiências vividas em família mais tarde se tornarão fatores de peso em sua relação com os outros, com o mundo.Tanto a rejeição quanto a superproteção farão com que as vítimas desse tipo de educação permissiva ou exclusiva enfrentem grandes dificuldades em seu convívio social. Em sala de aula, o educador tem que estar o tempo todo em vigilância para não se deixar levar pelo coração, e sim, pela razão . O grande desafio para o educador é procurar recursos que lhe possibilitem conquistar a confiança daquele aluno difícil, para alguns, insuportável. Uma reflexão sobre o perfil desse tipo de aluno o ajudará a se direcionar em busca de soluções para facilitar a convivência. Por que será que esse aluno se comporta assim?....Quais os quesitos que ele traz em sua bagagem como referência familiar?...Será que não o estou excluindo ao dar mais atenção àqueles que me são afins, fazem todas as atividades e se comportam como deveriam?... Quantos de nós, educadores, ao invés de afirmar acabamos por desumanizar os nossos alunos uma vez que nos focamos em uma meta a ser seguida, ainda que esta não estimule o seu interesse quanto aprendiz, julgando-o um incompetente, um cabeça dura, um fracassado que não deveria estar naquela turma, e nos esquecemos de questionar a nós mesmos se estamos no caminho certo, se o que estamos ensinando está em consonância com o que o nosso aluno está buscando e se estamos sendo o referencial que ele espera de nós.Afinal, muitos são os profissionais bem sucedidos que se espelharam em seus mestres.

Publicações: Jornal Hoje Em Dia  - 22/08/2010
                    Jornal O Tempo - 31/08/2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

REFLEXÃO


O melhor de você
A melhor coisa que você pode dar ao inimigo
é o seu perdão.
Ao adversário, sua tolerância.
Ao amigo, sua atenção.
Ao filho, bons exemplos.
Ao pai, sua consideração.
À mãe, comportamento que a faça sentir orgulhosa.
A todos os homens, caridade.
A você próprio, respeito.
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EDUCAÇÃO

10 perguntas sobre palmada


Violência não é a melhor saída para impor limites.
Veja como educar as crianças sem perder a razão

Bruna Menegueço e Cíntia Marcucci



Se você acha que um tapa no seu filho vai fazer com que ele aprenda sobre limites e respeito, mude de atitude já! A seguir, veja respostas para as dúvidas mais comuns sobre o assunto e, ainda, opções que vão além da palmada para impor limites mesmo nos momentos mais difíceis.

1 - O tapinha carinhoso deve ser considerado agressão?

O contato físico entre filhos e pais é fundamental. Nesse caso, você deve ter bom senso e analisar a situação. O tapa representa uma violência, a criança sente dor. Se esse for o caso, o tapa deve ser considerado uma agressão. Do contrário, se o contato faz parte de uma brincadeira, é leve e não incomoda, tudo bem. Mas o tapa pode ser um gesto mandatório e nem sempre os adultos percebem a força exercida. Na dúvida, não faça.

2 - O que a criança sente quando está apanhando?

Depende da idade. De um modo geral, a criança se sente agredida e não consegue relacionar o motivo da violência ao que fez para provocar aquilo. Ele sente medo e isso pode gerar traumas, afinal, ela está apanhando por um motivo não compreendido.

3 - Como a palmada se forma na memória do adulto?

Ninguém tem lembranças boas de um tapa. Mas como ele vai ser registrado na memória definitiva, varia de acordo com o vínculo afetivo estabelecido com os pais.

4 – Nesse caso, a palmada pode se transformar em algo aceitável, ou seja, um valor da família?

Sim. Antigamente, a palmada era usada como instrumento de educação de forma habitual. Dessa forma, o adulto pode entender que só é possível educar dessa forma, transmitindo os valores de violência e agressão para futuras gerações.

5 - Na minha casa, fui criado à base de palmada e hoje não tenho traumas. Por que, então, ela pode ser prejudicial ao meu filho?

Se você pensar dessa forma, deve voltar a assistir TV em preto e branco, andar com carros antigos, usar as roupas fora de moda. O mundo evoluiu em todos os sentidos, principalmente na forma de educar, que é a base da sociedade. Além disso, é impossível prever como um tapa será recebido por uma pessoa. Há quem seja mais tolerante e outros que sofram mais. Quem vai querer pagar para ver se isso causará problemas no filho, se existem outras maneiras de educar?

6 - Por que bater não educa?

Quando o adulto bate no filho, ele está reconhecendo que ficou impotente diante da atitude da criança. Mostra claramente que perdeu o controle de si mesmo e a agressão passa a ser a única maneira de manter a autoridade. A força física de um adulto é maior e se amplia nos momentos de raiva. Testar os limites dos pais é um comportamento típico que faz parte do aprendizado da convivência em família. Embora não seja fácil, os adultos devem lidar com as manhas com carinho e desenvolver a capacidade de dialogar e explicar as coisas para a criança sem violência. Afinal, ela é capaz de entender mais do que se imagina. Além disso, depois de bater muitos pais se arrependem. Essa atitude contraditória não é positiva para a criança.

7 - Quais são as consequências da palmada para vida da criança?

Em primeiro lugar, a criança primeiro não entende por que está apanhando. Pode sentir raiva do adulto e aprender que a força é um meio aceitável de conseguir o que quer. Além disso, para descontar o tapa que levou dos pais, vai bater nos amiguinhos. O adulto não tem moral para dizer que isso é errado, as referências da criança ficam, portanto, confusas. Para piorar, após a agressão, ela vai remoer coisas antigas, trazer à tona mágoas de quem o agrediu e até mesmo querer se afastar do agressor.

8 – Ela pode, ainda, ter outros problemas no futuro?

Sim. A criança que apanha também pode ter dificuldades para respeitar autoridades e receber ordens, já que era controlada pela força física. Ela obedecia para não apanhar ou somente depois de levar uns tapas. Assim, na ausência do castigo físico, perde as referências de até onde pode ir.

9 - Como agir em situações em que as crianças tiram os pais do sério ou ultrapassam limites, como birras e escândalos em lugares públicos?

A questão é colocar os limites claramente para as crianças antes, conhecer bem os seus filhos. Tapas não são capazes de corrigir as falhas na educação. O diálogo, a explicação de que aquilo não é certo, com carinho, é mais eficiente. Pois, dessa forma, a criança compreende melhor. O tapa só vai estancar uma ação que provavelmente irá se repetir.

10 – Em vez de bater, tem problema gritar com a criança?

Sim. Substituir os tapas por gritos também não adianta. É um tipo de agressão verbal, por isso, tem praticamente o mesmo efeito da violência física.

Fonte: Kátia Teixeira, psicóloga da clínica EDAC (SP), Cacilda Paranhos, especialista contra a violência infantil do Laboratório de Estudos da Criança (Lacri), do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP)





segunda-feira, 23 de agosto de 2010

REFLEXÃO

A prece nos alimenta
A prece é um recurso muito valioso
que possuis para o vosso aprimoramento.
Toda vez que a dúvida, o medo, a insegurança,
a raiva, te visitarem, busca na prece o teu equilíbrio
e saberás como agir em seguida.
Pode até não se dar conta no momento em que atravessa
a dificuldade, mas, basta que eleves o teu pensamento ao Pai que,
com certeza, receberás o amparo necessário.
Somos ainda muito pequenos em nossa Fé para poder entender
todo o sentido da prece em nossas vidas.
O nosso orgulho, muitas vezes, nos faz pensar que temos
o controle absoluto da situação e não precisamos pedir ajuda.
Ledo engano pensar que a prece é um sinal de fraqueza!
ao contrário; é um sinal de Humildade e Fé.
Como Jesus nos ensinou. ORAI e VIGIAI sempre.
Tenhamos a certeza  de que assim como a água hidrata
e o alimento nutre o nosso corpo,
a prece nutre e abastece o nosso espírito de força,
equilíbrio e luz.
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EDUCAÇÃO

Autoridade x autoritarismo

Recuperando a autoridade com seu filho



Especialistas diferenciam autoridade de autoritarismo e explicam os princípios para ter – e manter – a autoridade com seu filho


Tariana Hackradt, especial para o iG São Paulo


18/08/2010 09:0


Nunca é tarde demais para recuperar a autoridade com o seu filho. Pelo menos é o que dizem as três especialistas. Para Adela, antes de tentar resgatar o controle da situação em casa, os pais têm que olhar para si mesmos e recuperar a confiança em si. “Se conseguirem isso, os filhos vão perceber e passar a confiar na palavra deles”, explica.

Para os casos mais graves, quando as crianças já não respondem às regras e fazem birra por qualquer coisa, Mara sugere terapia familiar. “Pode ser bom para o pai entender por que perdeu a autoridade e visualizar a dinâmica da casa. Normalmente, quem está dentro da situação não consegue enxergar direito. É importante também perceber como a criança age em outros ambientes, se é sem limites fora de casa”, recomenda.

Cris Poli afirma que o mais importante é que os pais se convençam de que a autoridade está com eles e que educar é uma responsabilidade, não uma escolha. “A minha experiência indica que o primeiro passo é assumir o papel de educador dentro de casa e se posicionar com firmeza. A partir daí, o pai ou a mãe tem que rever sua postura e tentar mudar o que está errado”, finaliza.

domingo, 22 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO

Especialistas diferenciam autoridade de autoritarismo
e explicam os princípios para ter autoridade com seu filho

Tariana Hackradt, especial para o iG São Paulo

18/08/2010 09:0

  O fim da palmada


Um projeto de lei do governo federal que prevê punição para quem aplicar castigos corporais em crianças e adolescentes está tramitando no Congresso Nacional. Sua aprovação, que é bastante provável, marcaria o fim da era das palmadas e dos beliscões, tão conhecidos pelos adultos de hoje. A discussão, que gera muita polêmica, é tratada por Cris Poli com naturalidade. A educadora defende, desde sempre, que para educar não é preciso bater. “Métodos de disciplina é que ensinam o que é certo e errado. Palmadas e puxões de orelha são usados apenas pelos pais que não conseguem se impor e perdem a paciência com os filhos”, fala. “Eu sequer vejo necessidade de uma lei para proibir isso. O que precisamos é de uma campanha de conscientização disciplinar”, acrescenta a educadora.

Mara defende o castigo como uma boa forma de punição para os filhos que descumprem as regras da casa. Para a psicóloga, o castigo tem que ser algo que tanto a criança quanto o adulto consigam cumprir. Não pode ser uma atitude drástica. “Não adianta o pai ameaçar e não dar conta do recado. Se a criança só fica tranquila com o videogame, e o pai tira isso completamente dela, não vai funcionar. Não defendo castigos assustadores, pois isso gera medo”.

Adela complementa o argumento da psicóloga dizendo que os pais devem refletir sobre os castigos que impõem e admitir quando foram severos demais na hora de aplicá-los. “Admitir um erro não implica em perder autoridade, ao contrário, é algo que pode fortalecer os pais porque a criança vê ali um ser racional, que reflete sobre suas ações”, diz.



sábado, 21 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Filhos são como Navios...

Ao olhar um navio no porto
imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro,
protegido por uma forte âncora.
Mal sabemos que ali está em abastecimento
para ser lançado ao mar, destino para o qual foi criado.
Navegará por altas marés e grandes correntezas que a natureza lhe reserva.
E, quando voltar ao porto, haverá muitos à sua espera.
Assim são os filhos, pois têm nos pais o seu porto seguro
até se tornarem independentes.
Por mais que venhamos a proteger nossos filhos
eles vão correr seus próprios riscos  e viver suas próprias aventuras.
Certo é que levarão consigo, na jornada da vida,
os exemplos dos valores adquiridos em família.
Talvez o lugar mais seguro que o navio possa estar
seja o porto mas, ele não foi construido para estar ali.
Como os pais não poderão traçar o destino dos filhos,
lhes caberá a missão de preparar, ao longo da sua formação, uma bagagem
onde jamais poderá faltar exemplos de valores fundamentais,como:
a humildade, o respeito, a religiosidade, a gratidão e a generosidade.
Com esta bagagem bem preparada, embora a dor da despedida seja sempre dolorosa,
para quem fica, a certeza do dever cumprido e a confiança de que,
 mesmo vindo os filhos a  navegarem em águas turbulentas ,
 serão  fortes o suficiente para vencer os vendavais e as tempestades da vida,
tendo em mente a confiança de que mais cedo ou mais tarde sua nau  atracará em um porto seguro.
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EDUCAÇÃO

Autoridade x autoritarismo

Especialistas diferenciam autoridade de autoritarismo e explicam os princípios para ter – e manter – a autoridade com seu filho


Tariana Hackradt, especial para o iG São Paulo

18/08/2010 09:0

A linha entre autoridade e autoritarismo parece tênue. Porém, os dois conceitos são bastante distintos. Enquanto autoridade significa impor regras necessárias para um bom convívio, autoritarismo é sinônimo de imposição, uso excessivo de poder. Mara Pusch, psicóloga da Unifesp, diz que autoridade parental não deixa criança alguma retraída ou traumatizada. “Os pais precisam entender que autoridade é mostrar que você tem o poder de decisão sobre o seu filho. O problema é que, quando dessa decisão não é bem exposta às crianças, vira autoritarismo. O filho precisa enxergar que tem autonomia para escolher o que quer, mas que o seu desejo pode ser ou não realizado”.

Uma criança se sente acuada quando sofre uma vigilância constante, quando há controle em demasia sobre as suas ações. Adela destaca que, ao notarmos crianças retraídas ou sufocadas, é preciso pensar que ela está sentido o peso da autoridade como excessivo e que pode não ter forças para suportá-lo. “O retraimento é como um refúgio para os filhos que se sentem assim. É importante que os pais repensem seu lugar e escutem a criança. Às vezes, em alguns desses casos, é a criança quem cria uma imagem de um pai extremamente autoritário e isso não corresponde à realidade. Nessas horas, pode ser importante consultar um especialista”, afirma a psicóloga.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Senhor, acalma meu passo

Senhor, desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Senhor, diminua meu ritmo apressado, com uma visão de eternidade do tempo.
Senhor, em meio as confusões do dia, dê-me a tranquilidade das montanhas.
Senhor, retire a tensão dos meus músculos e nervos,
com a música tranquilizante dos córregos, rios e cachoeiras.
Senhor, ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono.
Senhor, acalme meu passo, para que eu possa perceber,
no meio do incessante labor do cotidiano, dos ruídos, lutas, alegrias,
cansaços ou desalentos, a tua presença constante no meu coração.
Senhor, acalme meu passo, para que eu possa entoar o cântico da esperança,
sorrir para o meu próximo e saber calar-me para escutar a tua voz.
Senhor, acalme meu passo, e inspire-me a que eu possa enterrar minhas raízes,
no solo dos valores duradouros da vida, a fim de que eu possa crescer,
até as estrelas do meu destino maior.
Obrigado Senhor, por me ouvir, pelo dia de hoje, pela família que me destes,
pelos amigos que me rodeiam e, sobretudo, pela Sua presença em minha vida.
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EDUCAÇÃO

Educar sem bater é possível


Especialistas diferenciam autoridade de autoritarismo e explicam os princípios para ter – e manter – a autoridade com seu filho

Tariana Hackradt, especial para o iG São Paulo
18/08/2010 09:03



Autoridade: imposição de limites é parte do processo de educar


Impor limites não é tarefa fácil para pai algum. Muitos têm medo de perder o amor dos filhos por serem severos demais. Porém, a autoridade parental é indispensável para educar, criar consciência e, consequentemente, começar a construir o caráter das crianças. O importante é não confundir “criar regras” com “impor vontades”. E é possível fazer isso tudo sem bater.

Adela Stoppel de Gueller, psicóloga e coordenadora do setor de Clínica e Pesquisa do Departamento de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientae, chama atenção para o fato de que os pais são, inicialmente, a referência mais importante de autoridade de uma criança – e não devem se esquecer disso nem quando são enfrentados pelos filhos. “À medida em que as crianças crescem e vão ganhando autonomia, elas questionam a autoridade parental e as leis da sociedade. Nesse momento, é importante que os pais mostrem aos filhos que a autoridade que eles detêm não é arbitrária, que não é um capricho”, recomenda.

A psicóloga explica que discutir as decisões tomadas pode desgastar a autoridade dos pais. “É importante que os pais, quando devem dizer não, não tenham que ficar se justificando. Não é a explicação do ‘não’ que coloca as crianças para pensar, é o ‘não’ puro e simples que faz com que elas reflitam pela lei e pelos limites”, defende Adela. A educadora Cris Poli reforça o argumento da psicóloga e afirma que, desde pequenos, temos que aprender que vivemos em uma sociedade que tem limites. “Pais não podem temer deixar os filhos frustrados porque vão negar algum pedido deles. Ensinar, colocando regras, é educar”.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

REFLEXÃO

O tesouro da vida
Sua presença é um presente para o mundo.
Você é único e só há um igual a você.
Sua vida pode ser o que você quer que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte suas bênçãos, não seus problemas.
Você os superará, venha o que vier.
Dentro de você há muitas respostas.
Compreenda, tenha coragem e seja forte.
Não coloque limites em si mesmo.
Muitos sonhos estão esperando por serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso.
http://www.gotasdepaz.com.br/

EDUCAÇÃO


Violência juvenil: uma abertura para o debate


(Paulo Germano Marmorato)

Crianças e adolescentes envolvidos em atos violentos despontam nos dias de hoje como problema alarmante para famílias, escolas e sociedade em geral. O assunto ganha destaque sempre que a mídia expõe algum ato criminoso praticado por jovens, mobilizando as mais diversas opiniões. De fato, são notórios os crescentes índices de criminalidade envolvendo jovens em idade precoce, tanto no Brasil quanto em países mais desenvolvidos. Professores queixam-se da postura desrespeitosa e desafiadora de muitos alunos – e o que era uma exceção há algumas décadas tornou-se hoje ocorrência comum. O fenômeno do bullying, práticas intimidativas de humilhação e coerção de alunos mais frágeis pelos seus próprios colegas acontece eminentemente no ambiente escolar; e mesmo o consumo de drogas chega a ser banal em algumas escolas. Pais e educadores sentem-se, com frequência, impotentes e desorientados sobre como agir diante desses fatos.

"A agressividade é considerada uma manifestação natural do ser humano ao longo do seu desenvolvimento"

Pontos de vista simplistas geralmente levam a soluções unilaterais (como o aumento do rigor das punições) que se revelam ineficazes, pois não resolvem o problema do jovem nem da instituição, seja escolar ou familiar. Na realidade, este tema complexo merece debates sérios e abrangentes – e os envolvidos devem unir-se na responsabilidade da busca de soluções. Uma grave falha, até agora, tem sido o pouco envolvimento de profissionais de saúde mental (como psiquiatras, psicólogos, entre outros) na discussão e no cuidado desses casos. Considerando saúde mental como “estado caracterizado pelo desenvolvimento equilibrado da personalidade de um indivíduo, boa adaptação ao meio social e boa tolerância aos desafios da existência individual e social” (dicionário Houaiss, 2001), devemos admitir que comportamentos reiteradamente anti-sociais requerem atenção especial dos profissionais da área, que podem contribuir com conhecimentos específicos.

A agressividade é considerada uma manifestação natural do ser humano ao longo do seu desenvolvimento. Crianças pré-escolares habitualmente respondem de forma agressiva a uma série de estímulos, munidas de mecanismos de defesa que o instinto de preservação da espécie garantiu-lhes diante de possíveis ameaças; a natureza às vezes parece corroborar que “a melhor defesa é o ataque”. Com o tempo, desenvolvem outros meios de lidar com as adversidades e o uso da linguagem verbal é central neste processo: os impulsos passam a ser mediados pelas palavras na busca de suas necessidades. Ao longo do desenvolvimento, porém, existem diversos fatores que podem prejudicar o amadurecimento cerebral e a aquisição de capacidades essenciais para uma socialização saudável. Estes fatores podem ser tanto biológicos – uma herança genética de forte tendência à impulsividade, por exemplo – quanto ambientais: contato afetivo pobre ou abusivo por parte de familiares ou ainda condições sociais desfavoráveis, levando a privações alimentares, educacionais e de saúde, entre outras.

Quando comportamentos agressivos ou anti-sociais tornam-se freqüentes no modo de uma criança lidar com as pessoas com quem convive, devemos dirigir uma atenção especial a ela. Antes de medidas práticas, é fundamental a consideração do contexto da criança, os fatores possivelmente envolvidos e a compreensão de sua condição psíquica. As causas geralmente são múltiplas e bastante imbricadas. Apesar da existência de pontos comuns nos casos observados, cada família tem história e constituição particulares que devem ser apreciadas.

A psiquiatria atual denomina de transtorno de conduta o diagnóstico de crianças e adolescentes que apresentam um padrão de persistente agressividade, furtos, vandalismo, fugas de casa e da escola, destruição de propriedade e outros comportamentos designados de anti-sociais, em que são violados os direitos básicos alheios, desviando-se das normas e regras sociais apropriadas a cada faixa etária. O transtorno opositivo desafiador, uma forma mais branda do transtorno de conduta e seu freqüente precursor, é conceituado como um padrão duradouro de comportamento negativista, hostil e desafiador frente a figuras de autoridade; as relações sociais estão mediadas por irritabilidade, intolerância e sentimentos de raiva, mas neste caso não ocorrem sérias violações dos direitos alheios. Estes diagnósticos não são considerados doenças, pois suas causas e funcionamentos estão longe de ser completamente entendidos. Ainda assim, podem ser úteis como parâmetro inicial para avaliação e condução clínicas, desde que não se tornem um estigma para os jovens diagnosticados e suas famílias. O uso cuidadoso dos diagnósticos também pode contribuir para estudos sobre causas e tratamentos desses transtornos.

"A maioria dos jovens envolvidos (com distúrbios) apresenta histórico de fracasso escolar, dificuldades incomuns em estabelecer relações sociais duradouras e gratificantes, com convívio familiar marcado por desentendimentos e hostilidade"

Sabe-se, por exemplo, que é alta a co-ocorrência de outros quadros psiquiátricos, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbios de aprendizagem, depressão e transtornos ansiosos, assim como abuso e dependência de drogas. A maioria dos jovens envolvidos apresenta histórico de fracasso escolar, dificuldades incomuns em estabelecer relações sociais duradouras e gratificantes, com convívio familiar marcado por desentendimentos e hostilidade. Uma parcela significativa evolui na vida adulta, com problemas de baixa qualificação profissional, desemprego, vinculações afetivas problemáticas e criminalidade. Os tratamentos devem integrar uma série de medidas: acompanhamento psicológico, uso de medicações e orientação das famílias e escolas envolvidas.

Apesar da possível gravidade na evolução do quadro e do diagnóstico freqüente na infância e adolescência, respondendo por 5% a 7% de todos jovens, estes fatos são ignorados e a grande maioria dos pacientes e suas famílias não recebem nenhuma assistência. Cabe, portanto, aos profissionais de saúde, escolas, famílias e outras instâncias da sociedade a busca pela mudança dessa situação por meio da cooperação de suas forças e recursos para impedir a perpetuação e agravamento destes quadros, dando lugar à socialização saudável dessas crianças e adolescentes com dificuldades particulares no convívio social.

(Paulo Germano Marmorato é psiquiatra da Infância e Adolescência do Ambulatório de Socialização do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e do SINAL – Socialização da Infância e Adolescência Laborada)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO

A ARTE DE SER EDUCADOR


(Maria Luciene)
Removida pela Secretaria de Educação no final de julho de 2006, assumi o cargo na nova escola - Belo Horizonte, MG - no dia 1º de agosto do referente ano. Fui a terceira professora de português da turma de 5ª série. Os alunos eram realmente muito difíceis. Nos Conselhos de Classe, a insatisfação dos professores, acompanhada pela frustração e sensação de incompetência era geral. Alguns alunos apresentavam um histórico familiar bastante comprometedor, perceptível no seu rendimento e comportamento. Mais da metade da turma não lia nem escrevia. Quase sempre não portavam os materiais necessários. Havia os que nunca tinham as atividades propostas, sob a alegação de que estariam passando o caderno a limpo, o que parecia interminável. Em reuniões de pais, uma meia dúzia comparecia, geralmente da minoria que se esforçava por aprender.

Tão logo cheguei à escola, a diretora me expôs a realidade da classe, o que me levou a procurar uma metodologia que os atendessem em suas necessidades. Fiz o que pude. O resultado não fora de todo satisfatório. Tive dificuldade na execução da proposta de trabalho por se tratar de uma turma bastante heterogênea, dividida em três grupos: a minoria que dominava um pouco melhor o conteúdo fazia críticas ao meu trabalho com os outros professores, alegando que as minhas aulas eram primárias e desinteressantes. Por outro lado, algumas mães me procuram para conhecer a professora que estaria fazendo seus filhos se interessarem mais pelas aulas, se preocupando em fazer os deveres de casa e estudar para as atividades avaliativas. Havia ainda os que, quando não estavam brigando entre si, passavam a maior parte do tempo ou dormindo ou rabiscando desenhos em folhas isoladas de caderno. As meninas davam gritos estéricos e o vocabulário era pesadíssimo. E assim, o que trazia motivação para uns, desmotivava a outros, ainda que a minoria. Era realmente impossível ministrar aulas naquela classe. Apesar de uma boa administração e de todo o rigor na disciplina, havia ainda os alunos que conseguiam matar aulas. Nós, professores, procurávamos nos ajudar uns aos outros desenvolvendo estratégias coletivas As expectativas nem sempre eram correspondidas.

Certa manhã, entrei na sala e, como de costume no último horário, a turma estava eufórica. Mais da metade da sala se encontrava amontoada a um canto. Tão logo perceberam a minha presença, alguns começaram a gritar, denunciando o incômodo sofrido por um colega. Imediatamente percebi que o mesmo lançava um pequeno objeto em direção à vidraça da janela provocando o reflexo da luz solar nos olhos dos colegas. Sem pensar duas vezes, dirigi-me até o grupo, pedi-lhe o objeto e, certificando-me de que se tratava de algo insignificante, um pequeno pedaço de filme semelhante a uma radiografia, dobrei-o por várias vezes e o depositei na lixeira, exigindo todos assentados e as carteiras organizadas. A reação do aluno fora imediata. Argumentou que eu havia destruído o filme da sua calculadora e que no dia seguinte sua mãe estaria no colégio para falar comigo. Esse aluno destacava-se do restante da turma por apresentar uma condição financeira mais razoável. Estava sempre levando um brinquedinho e outro, visando distrair a atenção dos colegas. Não satisfeito, após a oração, ritual de todas as manhãs, quando finalmente todos já estavam acomodados e a sala organizada, o aluno, percebendo que eu me preparava para corrigir os exercícios do dia anterior, levantou-se do seu lugar, dirigiu-se à minha mesa e, com a folha de exercícios nas mãos, falou firmemente:

- A senhora destruiu o filme da minha calculadora, não foi? Pois agora eu rasgo a sua folha de exercícios! Posicionado em minha frente, após executar o ato, retornou ao seu lugar, deixando a mim e a turma estarrecidos. Aquela folha de exercícios seria para estar colada no seu caderno desde a aula anterior! Era a tarefa de casa e continuava em branco! O silêncio fora geral. Vencido o impacto do momento, conduzi o aluno à diretoria, coisa que nunca fazia, expus à diretora todo o acontecido sem isentar a minha parcela de culpa, concluindo levar-lhe sim outra calculadora no dia seguinte, exigindo imediatamente a presença da sua mãe no colégio, para que os fatos fossem definitivamente esclarecidos. Deixei o aluno na diretoria e retornei à sala de aula que, para minha surpresa, continuava quieta, dado o meu retorno. Acho que ainda em estado de choque. Foi impossível prosseguir com a aula. Os ânimos estavam exaltados. Por outro lado, sabia que a qualquer momento seria interrompida convocada a comparecer novamente à diretoria,dada a chegada da mãe do aluno. Sem tirar os olhos da direção do portão, percebi a entrada de um casal, que provavelmente seriam os pais do garoto. Vendo –o correr para abraçá-los,minhas suspeitas se confirmaram. Fiquei ainda mais angustiada. Eu o havia deixado na diretoria. Seria lá que ele deveria ter aguardado até a conversa definitiva! Pensei comigo: “- agora ele irá encher a cabeça dos pais contra mim. O pior é que eu errei e não tenho o direito à defesa...”.

Instantes depois fui solicitada à diretoria.

A aula chegava ao final.

Fitando o olhar naquele senhor que provavelmente seria o pai do aluno, fui correspondida com frieza e indiferença. Entendi que o meu raciocínio estaria correto. Prevendo uma conversa difícil, na tentativa de ganhar fôlego e acalmar os ânimos, após a apresentação, sem me deixar intimidar, iniciei a conversa lendo um artigo escrito por mim mesma, publicado pelo jornal do qual na época era colunista e escrevia sobre educação ;artigo esse que, por coincidência, estava no meio dos meus pertences e trazia a fala do então Ministro da Educação, Fernando Hadad, o qual expunha a importância do papel da família no desempenho escolar dos filhos. Pouco a pouco, entre uma pausa, uma observação e outra, agradecendo-os pela presença e participação conjunta na resolução daquele episódio, fui introduzindo o assunto. Éramos assistidos pela presença da diretora e da orientadora, o que me deixava bem mais segura. Era importante que os fatos se resolvessem ali, naquele momento, tudo às claras. O pai, embora apenas ouvisse o relato dos fatos, se revelava tão angustiado quanto eu. Mãe e filho permaneciam indiferentes. Praticamente alheios à conversa. Após relatar o acontecido, passei a palavra para o aluno, abrindo espaço para contestação, caso eu houvesse deturpado ou omitido algum fato, o qual, tendo se mantido calado até aquele momento, se posicionou dizendo estar correto o relato. Perguntei-lhe se teria algo a acrescentar. Respondeu-me que não. Finalmente o pai se posicionou, não em defesa do filho. Pelo contrário. Desculpou-se pelo ocorrido. Parecia envergonhado pela atitude do filho, fitando-o amavelmente, levando-o a me pedir desculpas. Contestei a iniciativa. Disse ser desnecessário o fazer, uma vez que eu havia errado primeiro. Afirmei ainda que praticamente induzi seu filho àquela reação. Assim como eu havia destruído algo muito importante para ele, ele, por sua vez, revidou destruindo algo também muito importante para mim. Afinal, as atividades eram sempre preparadas com muito empenho, às vezes tarde da noite, após um exaustivo dia de trabalho correndo de uma escola para outra. Mesmo assim, o pai, entendendo que o filho havia desrespeitado minha autoridade de professora, amavelmente solicitou ao filho que o pedido de desculpas fosse efetuado. Quanto à calculadora, pediu-me que esquecesse o ocorrido, concluindo ser comerciante, tendo o objeto à venda em seu estabelecimento. Ambos mais calmos, antes de nos despedirmos, o mesmo disse se retirar bem mais aliviado, haja vista que havia recebido um telefonema da escola pedindo o seu comparecimento urgente por se tratar de assunto referente ao seu filho. Disse ter pensado em tudo pelo caminho. Chegando ao colégio e avistando um carro de polícia parado na porta, quase não teve forças para entrar. Somente se sentiu aliviado quando viu o garoto correr para abraçá-lo. Depois daquele relato meu dia acabou. Imaginei-me em sua condição e muito me culpei pela angústia causada àquela família. Visando encerrar definitivamente o assunto, procurei comprar-lhe uma calculadora diferente das que o seu pai poderia ter disponível à venda, cujo aluno ficou muito feliz ao recebê-la, apesar de continuar sem fazer as atividades propostas e dando muito trabalho a todos nós, professores. Era um garoto indiferente às aulas, porém, tanto levado quanto amável. No primeiro dia letivo após o recesso da Semana do Professor, tão logo me vira chegar ao colégio correu ao meu encontro, afirmando haver levado um presentinho para mim, concluindo que me daria na sala de aula. Agradeci-o antecipadamente. No recreio, uma professora mostrou ao grupo o presentinho que o mesmo havia lhe dado. Era um anjinho de porcelana. Senti-me surpresa. Como fora a única contemplada dentre os professores, relatei-lhe o ocorrido e concluímos todos juntos que, como sua aula fora antes da minha, ele, provavelmente visando se livrar logo da encomenda, resolvera mudar de ideia oferecendo a lembrancinha à primeira professora que entrasse na sala. A grande coincidência era que coleciono anjinhos e aquele, por sinal, ficaria muito bem em minha coleção.

Esse aluno continuou por mais um ano no colégio. Sempre que o via correndo pelo pátio, alegre e feliz, pensava no meu anjinho desviado.

Maria Luciene -2006









terça-feira, 17 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Todas as experiências vividas
são aprendizado e só aprende aquele que erra.
Quando errares não perca tempo com a culpa
e o arrependimento, pois já tens conhecimento suficiente
para admitir que sejas falíveis, e o próprio erro já te puniu.
Tenha em mente a atenção  para que na próxima oportunidade
não cometas mais os mesmos erros,
pois já terás assimilado a lição.
É preciso humildade para admitir o erro,
mas também coragem, força e fé para seguir em frente,
apesar das limitações de cada um.
Quem está com Deus e Jesus não tem do que se arrepender.
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EDUCAÇÃO

SURPREENDENTE REVELAÇÃO

(Maria Luciene)

Naquela tarde, tão logo a professora se preparava para entrar na sala de aula, sigilosamente, sem que a turma percebesse, fora advertida por um dos alunos considerados mais quietos e reservados da classe:

- Professora, a sua cadeira está suja.-continuou:-  alguém misturou água, cola e ponta de lápis para que a senhora, ao se sentar, sujasse a roupa...

- Obrigada pela advertência!- agradeceu amavelmente a professora, já entrando e cumprimentando naturalmente a turma, que obviamente aguardava o esperado momento em que a professora se sentasse para fazer a chamada.Momento esse que, ao contrário dos outros dias, parecia uma eternidade.
Já com os objetos depositados sobre a mesa, após organizar a sala, conferir o mapeamento e exigir a postura correta de cada aluno,  contínuo ritual, a professora, de temperamento austero, após pedir silêncio, finalmente se pronunciou:

- Pessoal, hoje preparei uma aula diferente e do interesse de todos: falaremos sobre princípios básicos de educação, respeito , postura-ética, cidadania...

O suspense era geral.

Introduzida a fala, passados alguns instantes, apesar da repentina improvisação da  aula,  a professora se sentia tão à vontade em enfatizar os temas propostos que a consistência da sua fala  despertava total atenção e interesse da turma , que praticamente se mantinha imóvel prestando o máximo da atenção em tudo o que ouvia. Deixando a imparcialidade, para surpresa geral de toda a turma que até aquele momento deveria estar  achando  uma grande coincidência o direcionamento daquela aula justo naquela tarde em que todos continuavam a aguardar o momento tão esperado,  a professora comentou naturalmente  a armadilha preparada para ela , dizendo conhecer bem a fase juvenil e a força que até os adultos  adquirem quando estão inseridos em turma, a ponto de se revelarem o oposto do que realmente são.O silêncio fora geral.Todos se mantinham imóveis, com os olhos fixos na professora, como a dizer: - não foi eu... Gentilmente a professora convidou o  autor da proeza a se manifestar, não necessariamente para pedir-lhe desculpas, uma vez lhe sendo concedida a oportunidade de poder revelar à turma a grandeza do seu caráter ao assumir a responsabilidade pelo ato praticado.Como ninguém se manifestou a professora deu sequência à sua fala  como se nem a houvesse interrompido. Aproveitou o tema da aula para uma conscientização conjunta sobre a importância do papel da família na educação dos filhos, concluindo que  dia a dia essa carga de responsabilidade ia sendo transferida unicamente para a escola, que deixou de educar para simplesmente disciplinar.

O sinal bateu junto à última fala da professora, que disse esperar ter sido produtiva a sua aula. Dirigindo-se à mesa, pegou o material, gentilmente se despediu da turma, deixando a sala após ter dito que na aula seguinte aprenderiam sobre crônica.

Para sua surpresa, o mesmo aluno que a advertira sobre a travessura, quis acompanhá-la na saída da sala .

Após alguns passos pelo estreito corredor, já tomado por alunos a aguardarem a chegada de seus mestres, ele, timidamente se pronunciou:

- Professora...

A professora, imaginando que o aluno iria finalmente revelar quem teria sido o autor da proeza, completou com o seu jeito amável, porém austero:

-Para mim, o assunto está encerrado. Obrigada pelo alerta...

O aluno insistiu, caminhando rápido para acompanhar a professora que não aceitava o aluno entrar em sala atrasado mas também não se permitia atrasar:

-Professora...

A professora parou rapidamente para ouvi-lo e encerrar de vez aquele assunto:

Cabisbaixo e bastante constrangido, o aluno finalmente conseguiu se livrar do peso que provavelmente tanto o incomodara durante toda a aula:

- A senhora me desculpe...Foi eu quem colocou toda aquela sujeira em sua cadeira...

{...}

Na aula do dia seguinte, após o ritual de todos os dias seguido da chamada, sem nenhuma anotação em mãos, a professora se virou para o quadro, passou toda a definição da estrutura de uma crônica e, após explicar a matéria, novamente se virou para o quadro dando início à produção de um texto em crônica, ouvindo apenas os sorrisos e os cochichos vindos do fundo e praticamente de toda a sala, por identificarem naquela produção todo o relato do episódio ocorrido na aula anterior, cuja identidade do autor da proeza não fora revelada.

( Maria Luciene - julho/2009)







segunda-feira, 16 de agosto de 2010

EDUCAÇÃO


19/08/2010
O EXERCÍCIO DA DISCIPLINA

(Maria Luciene)

O exercício da disciplina deve começar na educação infantil. Visando promover o bem comum é importante que a escola estabeleça regras de convivência levando o aluno ao entendimento do que deve e não deve fazer. O que lhe é permitido e o que não é. O convívio tende a se tornar mais fácil se crianças e adolescentes, conjuntamente com o apoio de seus professores, direção e equipe pedagógica, traçarem os combinados de como deverá ser o comportamento de cada um dentro das salas de aula em prol da harmonia coletiva no ambiente escolar. Atualmente, para os educadores, o grande desafio é achar um equilíbrio nos espaços de convivência, uma vez que não há registro de nenhum código de relacionamento, acabando por prevalecer o bom senso entre as partes interessadas, visando a um convívio menos desgastante diante das constantes mudanças do cotidiano. Tomemos por exemplo o uso do boné que já se tornou uma característica do adolescente: caso o estabelecimento decida optar pela liberação, poderá, caso queira, escolher um padrão único, o que poderá vir a se tornar um complemento do uniforme. Caso contrário, o aluno deverá se adaptar às normas da escola, tais como: não fumar nas dependências do estabelecimento, desligar o celular e outros equipamentos sonoros dentro da sala de aula, respeitar os cartazes afixados nas paredes, em estudos de biblioteca procurar usar um tom mais baixo ao falar, fazer uso do material e deixá-lo na mesma ordem que o encontrou, não entrar e sair da sala correndo, atropelando os colegas, dentre outros combinados, cujos resultados serão colhidos por todos que fizerem parte desse convívio.

Segundo a psicopedagoga, Fernanda Sobreira, regras de convivência exigem combinações, ponto de equilíbrio. O exercício da humanidade exige que estejamos o tempo todo atentos, tomando medidas que atendam a um lado, porém, sem prejudicar o outro, cuja habilidade exige do educador uma maior vigilância e atenção redobrada para os valores da humanidade. O que mudou, o que a sociedade exige de cada um de nós, visto que os jovens são muito espertos e sabem muito bem o que é certo e o que é errado, muitos dos quais, mesmo tendo sã consciência de quando estão errados ousam desafiar a autoridade do professor. Na opinião de muitos especialistas, o que acontece dentro das salas de aula é reflexo do que acontece fora da escola.Normalmente esse jovem, esse adolescente ou essa criança que se comporta de maneira inescrupulosa dentro da sala de aula não tem nenhum hábito de convívio social fora da escola. Provavelmente em casa coloca os pés na cadeira ou até mesmo sobre a mesa, começando pela mesinha do centro, interrompe a fala do outro, usa ao boné o tempo todo, joga objetos para os outros, xinga palavrão, adormece grudado ao celular, não presta atenção à fala do outro...

Para Fernanda Sobreira, escola não é ilha de fantasia. O muro da escola, a porta da escola não estabelecem uma base onde a criança muda de comportamento. O papel da escola é fazer com que a criança, desde cedo, entenda o que são regras de convivência, muito embora aquela criança que parecia tão bem educada, chegando à adolescência começa a querer desafiar as regras, o que é perfeitamente compreensível. É normal que o jovem ouse. Ele ainda está sendo formado e se autoafirmando no contexto social onde tudo lhe parece tão estranho, cabendo ao professor, dentro de suas limitações, sem perder a autoridade, levá-lo a reconhecer os limites da educação dentro do ambiente escolar.

(Extraído do livro Resgsatando Os Valores Da Escola  pública - Maria Luciene -2008/  Págs.  91/92)
Publicação: Jornal de Neves – 07 de Novembro de 2007
                     Jornal Hoje Em Dia - 19/08/2010
Entrevista concedida ao MGTV, 1ª edição, pela Psicopedadoga, Fernanda Sobreira - Ano: 2007

domingo, 15 de agosto de 2010

REFLEXÃO

Confie..


As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.